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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

SUA BIBLIOTECA TEM MISSÃO, VISÃO E VALORES DEFINIDOS PARA ENFRENTAR MELHOR A CRISE?

por Ana Luiza Chaves



Na atualidade vivemos a era da gestão. Tudo deve ser muito bem gerenciado para que os objetivos sejam atingidos com eficácia e sem desperdícios, em função da concorrência e da competitividade, sejam quais forem os recursos, naturais, humanos, materiais, financeiros etc. Mas para que isso ocorra em qualquer empresa, devemos ter definidos alguns elementos fundamentais da administração estratégica: missão, visão e valores.

Essa preocupação não é diferente no cenário de uma biblioteca, até porque ela é uma instituição, ainda mais agora com esse fantasma da crise, que, de uma forma ou de outra, afeta tudo e todos.

Ter a missão definida significa que a biblioteca conhece e tem muito clara a razão da sua existência, não só aquela que é inerente à sua natureza, mas, sobretudo, a que se refere ao contexto da sua atuação, aos interesses dos seus usuários. Portanto, é necessário responder a três perguntas: Por que existe? O que faz? Para quem faz? Kotler e Keller (2006) afirmam que uma missão bem formulada leva à equipe um senso compartilhado de propósito, direção e oportunidade.

Uma vez tendo a missão, ela ajudará a alcançar a visão, esta, por sua vez, tem perspectiva de futuro, porque aponta aonde a biblioteca deseja chegar. São intenções e aspirações desejáveis para certo período de tempo.

Já sabendo a que veio e aonde se quer chegar, é necessário definir seus valores, guias comportamentais, padrões de atitudes ideais, os quais devem estar alinhados com a missão e a visão, pois, do contrário, não haverá sintonia. Esses valores, depois de internalizados e compartilhados com todos os colaboradores, geram pertencimento e realização pessoal, acarretando no sucesso da biblioteca.

Depois de tudo isso é hora de traçar os objetivos e estabelecer suas metas para que eles possam ser executados. As metas definem o modo e o prazo para alcançar os objetivos, dessa forma, a biblioteca cumpre a sua missão.

O segredo é monitorar sempre e redimensionar, quando necessário, pois também estamos inseridos nesse mercado que é vivo, dinâmico, cheio de influências externas, como essa tal crise. Não vamos deixá-la nos pegar!

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Fonte consultada:

KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2006.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A SAGA DAS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FRENTE À EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR EM MOÇAMBIQUE



Por Euclides Cumbe - Maputo, Moçambique

Se há um lugar onde muito se busca, se consome e se produz muita  informação, este lugar certamente é a universidade. Pelo menos é o que se espera destes centros de educação que trazem em sua essência o ideal de difundir e produzir conhecimento. E, consequentemente, a biblioteca universitária aparece como uma extensão de tudo isto, ou melhor, um meio para atingir este ideal, estando fortemente atrelada à comunidade académica na construção do processo educacional. 


E como parte integrante deste processo, a biblioteca deve estar em consonância com o que propõe a universidade: a criação de novos cursos, novas formas de ensino, a exigências de novos suportes de informação etc. Mas não tem sido fácil (ou tem sido niglegenciado) acompanhar as mudanças incorporadas pelas universidades que, na maioria das vezes, alteram seus propósitos sem avaliar sua real capacidade de atender aos mesmos. Na corrida pela expansão do ensino, criam-se universidades; públicas e privadas; ensino presencial e ou à distância. 



O número de instituições de ensino superior em Moçambique tem vindo a aumentar, contando actualmente com 44 instituições, a preocupação é que nem sempre expansão e qualificadade do ensino andam juntas, da forma como se estabelece actualmente este processo, uma acaba por abdicar da outra. A questão é que criam-se mais instituições de ensino superior, mais cursos de graduação, mais vagas, mas não se considera de imediato que na mesma proporção devem-se aumentar os recursos humanos qualificados para a  biblioteca, a verba para aquisição de material bibliográfico que atendam a este novo público, o espaço físico para comportar este acervo e os próprios usuários, sem falar na necessidade de equipamentos, como computadores e mobiliário para estudo.

Isso não seria problema se as bibliotecas fossem projectadas inicialmente visando o crescimento futuro da instituição, mas também não é o que normalmente acontece e a biblioteca acaba por ser apontada por sua insuficiência no atendimento às demandas universitárias que, na realidade, é uma consequência da ineficiência do sistema como um todo. Diante das novas demandas informacionais e com o advento de novas ferramentas de produção e disseminação da informação, novos desafios surgem e há que questionar:  “como serão os universitários do futuro e as suas necessidades de informação?”