segunda-feira, 9 de julho de 2018

SE CAIU, LEVANTE!

Por Ana Luíza Chaves

Derrota, queda, fracasso, não é fácil lidar com tudo isso, mas também não é impossível. O mundo inteiro assistiu a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.


Em tempo globalizado, sem fronteiras, com todos plugados full time e o mu do a um clique, as equipes estão mais competitivas, fortes e imprevisíveis (mercado); querem evidenciar o nome do país, ganhar as partidas, e pretendem ser campeão (missão, objetivo e visão). Para tanto, trabalham suas deficiências e exploram suas potencialidades (pontos fracos e fortes); estão de olho em cada sistema tático do jogo que aconteceu, para conhecer melhor os times e conseguir melhores resultados (oportunidades e ameaças).

... Esse é o traçado para o caminho do planejamento estratégico, necessário e imprescindível na atualidade. Quem não fez o dever de casa, caiu!

Tristeza, desilusão, decepção, mas, nem tudo está perdido, valeu o ocorrido, para tê-lo como aprendizado para a próxima empreitada. A frase tem um fundo um tanto clichê, mas é a verdade usada nos treinamentos motivacionais, bem como a única saída, depois da queda. 

São ciclos que acontecem na vida profissional cheios de altos e baixos. Saber perder e tirar lição e proveito disso é inteligente e oportuno.

Na jornada dos bibliotecários também acontecem essas interferências externas. Quantas vezes tivemos que levantar depois de uma queda? Um projeto que falhou, uma demissão inesperada, alguém que chegou e tomou seu lugar, uma missão que teve de ser abortada... 

Se temos maturidade e controle para rever as questões internas, cuidando de cada uma delas, e capacidade para enxergar e interpretar os fatores externos, a coisa se torna menos difícil. Temos que buscar a causa raiz (os 5 por quês), para reavaliar, agir e melhorar (PDCA).

Vimos que teorias da Administração são colocadas à prova diariamente, elas funcionam, mas temos que saber respeitá-las e aplicás-la corretamente.

Se caiu, levante, e da próxima vez administre melhor cada jogo da vida.


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segunda-feira, 2 de julho de 2018

O BIBLIOTECÁRIO E O MODELO ESTANDARDIZADO

Por Fabíola Bezerra

Normas, códigos, regras, citações, são tantos padrões e modelos pré-definidos que fazem parte do dia a dia do bibliotecário, dificultando dessa forma, um olhar, ou um fazer fora da caixa.

Temos um “olhar clínico e crítico” todas as vezes que abrimos um livro ou folheamos algum periódico, observamos intuitivamente os pontos, as vírgulas, os espaços, às margens, nada passa batido ao olhar de um bibliotecário. É mais forte do que nós, isso vai além da nossa vontade...Quando percebemos, lá estamos nós, parece que temos uma lupa embutida em nossos olhos e nas nossas mentes.

Isso é bom, mas também é ruim! Ao meu ver, esse olhar tão clínico dificulta uma abertura para novos modelos de mercado. As normas e os padrões do universo biblioteconômico, na maioria das vezes, não é o mesmo que é aplicado e que apresenta resultados no mercado digital, por exemplo.

O excesso de normas e padrões, ou a falta delas, talvez seja o dificultador da inserção do bibliotecário como empreendedor digital. Empreendedores buscam resultados independente de padrões, na maioria das vezes, “o feito é melhor que o perfeito”. O empreendedor digital, por exemplo, cria um ebook para partilhar conhecimentos e habilidades que dominam, independentes de citações ou de normas da ABNT, os objetivos e propósitos na partilha de conhecimentos é basicamente para gerar valor, construir audiência e se tornar referência na sua área de atuação.

O bibliotecário por sua vez, ao produzir um conteúdo, dificilmente irá se embasar apenas na sua expertise ou habilidade profissional, é como se o seu saber e a sua prática profissional não fossem suficientes para validar o seu conhecimento. Uma coisa é o modelo para a produção científica, outra coisa é uma comunicação para um fim prático. Nesse sentido, o excesso de normas e padrões de certa forma trava a atuação do bibliotecário como empreendedor digital.

Essa constatação é minha, sem nenhuma fonte para validar essa teoria, é fruto das minhas observações, é fruto também de alguns cursos que fiz quando adentrei no universo do empreendedorismo digital e, principalmente, pela comparação que faço na atuação e nos resultados do empreendedor e do bibliotecário dentro do universo digital.

Bibliotecário, se você pretende atuar no universo digital, "destrava"!

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segunda-feira, 25 de junho de 2018

A FÓRMULA DO ACERTO BIBLIOTECÁRIO: “UTILIDADE, PROXIMIDADE E AFETIVIDADE”, POR NUNO MARÇAL

Por Ana Luíza Chaves e Fabíola Bezerra

Vimos na palestra do Bibliotecário português Nuno Marçal uma nova fórmula do "fazer bibliotecário", com atendimento às necessidades informacionais bem peculiares de cada usuário, olhando sempre no olho e dentro da alma de cada um deles, com proximidade e afetividade.

Seria mesmo uma nova fórmula? Nuno nas suas andanças com a "sua carrinha" não estaria na verdade cumprindo a verdadeira missão do bibliotecário, buscando soluções, facilidades e utilidades para entregar a quem delas precisam?

A fala de Nuno foi um despertar, um sinal de alerta, uma chamada para quem ainda não está cumprindo a missão social do bibliotecário. Sim, porque ela está intrínseca na nossa atividade, seja ela qual for dentro das possibilidades bibliotecárias.

Haverá sempre um caminho a seguir, para que possamos cumprir as questões de utilidade, proximidade e afetividade mencionadas na palestra, basta refletir, considerar o contexto e ver onde existe uma lacuna. Depois entra o principal elemento: a vontade de realizar. Por vezes essas lacunas são problemas pequenos, que, de tão simples, passam despercebidos ou não nos motivam para agir. Mas, aí está a questão, o simples para nós pode ser a dificuldade do outro.

Vamos agir em prol do nosso público, cada bibliotecário deve conhecê-lo bem e assim promover e entregar produtos conforme o contexto de atuação e demandas, preenchendo as lagunas, representando o tripé da fala do Bibliotecário Nuno Marçal: utilidade, proximidade e afetividade.

A tríade acima descrita é fortalecida pela multifunção de um bibliotecário que transcende ao que está descrito e definido no “manual”. Nuno, em sua fala, mostrou um fazer bibliotecário de multitarefas, reacendendo a chama e a paixão por uma Biblioteconomia próxima do povo e para o povo.

O meu olho brilhou e ficou marejado pelas histórias vividas e narradas, meu coração bibliotecário sentiu-se confortado e feliz por perceber em plenitude a nossa necessidade como profissional.

Viva a Biblioteca viva!
Vivo o Bibliotecário do povo!

Nuno Marçal em "Bibliomóvel de Proença-a-Nova: Uma Biblioteca Útil, Próxima e Afectiva!", se ainda não assistiu, assista!


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segunda-feira, 18 de junho de 2018

BIBLIOTECÁRIO EM FAMÍLIA

Por Fabíola Bezerra

Esses dias estava na casa da minha irmã quando minha sobrinha chegou angustiada e aflita, depois que defendeu sua dissertação, fez os ajustes indicados pela banca e está na fase das correções finais no arquivo.

Na ocasião, sua maior dificuldade era inserir a ficha catalográfica, em formato PDF, no local indicado, assim como, inserir a folha de aprovação, assinada pela banca, também em PDF. Sua dissertação estava no word e as folhas citadas acima estavam em PDF, ela já tinha quebrado a cabeça várias vezes, por vários dias.

Quando ela me viu disse assim: “Tia estou aflita, não consigo inserir a ficha catalográfica e a folha de aprovação dentro do meu arquivo da dissertação”. Ela realmente estava preocupada pois não conseguia encontrar solução para aquele seu “grande problema”.

Então eu disse: “Carol tenha calma que isso é fácil”.

Ela disse: “Como assim fácil?”. Dei uma risada e disse: 
“Vamos no computador que eu te mostro”.

Abrimos o arquivo da dissertação e disse: “Carol vamos primeiramente transformar seu arquivo em PDF”. Depois, procurei no meu Gmail, um e-mail que guardo na minha caixa de correios há muitos anos, cujo assunto do e-mail é: “JUNÇÃO DE PDF” . No conteúdo do e mail apenas o link de uma ferramenta onde é possível, juntar, cortar, recortar, inserir, extrair, etc páginas de arquivos em PDF, uma pequena maravilha que descobri por acaso na Internet há muitos anos, guardo esse e-mail como uma “relíquia”.

E foi assim que rapidamente resolvi o “grande” problema da minha sobrinha. Quando voltamos para o convívio com os outros familiares, ela rapidamente disse: “Tia Fab se garante”. Fiquei toda vaidosa com o seu comentário, mas fiquei pensando sobre o ocorrido.

O que fiz não foi nada extraordinário, mas teve para ela um grande valor, pois consegui resolver sua necessidade de informação imediata. Assim como ela, acredito que muitos pós-graduados, mestrandos, doutorandos necessitam de informações básicas para solução de problemas de pesquisa.

Como nem todos possuem a sorte de ter um(a) bibliotecário(a) na família, a atuação dos bibliotecários nas unidades de informações são muitas vezes essenciais na vida acadêmica dos usuários.

E, antes de terminar o texto, envio para vocês o link da ferramenta que comentei acima, na certeza de que será de muita utilidade para todos. Tomem nota: http://pdf.ter.dk/

E você, já salvou alguém da família, nessa mesma situação, aplicando sua expertise de bibliotecário?

Em casa de ferreiro, nem sempre o espeto é de pau.
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segunda-feira, 11 de junho de 2018

GESTÃO DISSO, GESTÃO DAQUILO, POR QUE NÃO A GESTÃO DOCUMENTAL?

Por Ana Luiza Chaves


Gestão de recursos humanos, gestão financeira, gestão de recursos materiais, gestão de recursos tecnológicos, gestão disso, gestão daquilo, são tantas as necessidades de gestão!

Todas bem faladas, bem tratadas, bem discutidas no contexto empresarial, mas, e a gestão documental?

São poucas aquelas empresas que se preocupam com ela, apesar de ser fundamental para a tomada de decisão, solução de problemas informacionais e fechamento de negócios. Esquecida ou relegada a uma plano inferior, por muitas vezes, só é considerada quando o caos documental está instaurado, levando a prejuízos incalculáveis e irreparáveis.


Antes que isso aconteça, nesse Dia Internacional dos Arquivos, tomamos a gestão documental para evidenciá-la como condição sine qua non, para que os arquivos possam cumprir seu papel, servindo à administração e à história, nas esferas social, política e econômica, disponibilizando o documento e a informação arquivística a quem deles necessitem.

A gestão documental evita o acúmulo desordenado de documentos, proporciona o controle, a padronização e o acesso aos documentos. Mas, qual o caminho a ser tomado para se ter a gestão documental?

O caminho é um tanto longo, mas não impossível de ser percorrido, para execução de cada etapa e conquista de resultados positivos.

A princípio, podemos iniciar com a definição, conforme Art. 3º, da Lei 8.159/1991:
Art. 3º - Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente.
Depois, nos conscientizando da necessidade de constituição da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos, conforme Art. 18, da Lei 8.159/1991, que apesar de estabelecer literalmente para os órgãos da Administração Pública Federal, recomenda, indiretamente, o mesmo para os arquivos privados:
Art. 18. Em cada órgão e entidade da Administração Pública Federal será constituída comissão permanente de avaliação de documentos, que terá a responsabilidade de orientar e realizar o processo de análise, avaliação e seleção da documentação produzida e acumulada no seu âmbito de atuação, tendo em vista a identificação dos documentos para guarda permanente e a eliminação dos destituídos de valor.
Mais adiante, entramos no mister da questão, para tanto, resumimos algumas indagações necessárias de serem discutidas e articuladas durante esse processo:

Que espécie de documento é esse? 
Qual é a sua tipologia? 
Qual é a sua finalidade? 
A qual atividades/área ele pertence. Quem o produziu?
Quantos volumes/metros lineares são produzidos desse documento por um determinado tempo?
Quantas vias tem esse documento? 
O documento é físico ou eletrônico? 
Quais os elementos que o identificam de forma objetiva (indexação)? 
Quanto tempo de guarda (temporalidade) é necessário no arquivo corrente?
Quanto tempo de guarda (temporalidade) é necessário no arquivo intermediário?
Qual é a sua destinação depois desses prazos? 
Qual o nível e incidência de acesso a esse documento?
Qual o valor que se reveste esse documento?

Concluída essa etapa, é possível termos uma visão geral e detalhada sobre a documentação gerada/recebida por cada unidade produtora, para seguirmos adiante com outras questões da esfera arquivística.

Gestão documental, a única saída para o sucesso empresarial!
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segunda-feira, 4 de junho de 2018

ANDANÇAS E MUDANÇAS

Por Ana Luíza Chaves

Com o texto é nosso dessa semana queremos chamar a atenção de vocês, para um evento que está se aproximando, a palestra de alguém que sai por aí andando, sempre buscando levar informação e condição, novidades e possibilidades, não importam as cidades, nem as idades.
Estamos falando das andanças do bibliotecário português Nuno Marçal, que a bordo do seu bibliomóvel, provoca mudanças na vida das pessoas, trazendo-lhes alegrias e esperanças.

Aproveitamos a vinda dele ao Brasil e acertamos trazê-lo até o Ceará. Fortaleza o receberá no dia 22 de junho, e você, vai ficar de fora desse encontro? Já marcou ponto fazendo sua inscrição? É uma oportunidade singular.

A capa do Mural mudou, e quem ainda não reparou, agora se tocou.


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segunda-feira, 28 de maio de 2018

É BREGA SER BIBLIOTECÁRI@?

Por Fabíola Bezerra

Talvez a pergunta seja exagerada ou melhor seria perguntar assim: é brega gostar de ser bibliotecário? É cafona mostrar para as pessoas que somos conscientes da nossa importância profissional? É brega ou cafona estampar a nossa profissão no peito para que todos possam vê-la?

A motivação para escrever sobre esse tema, foi gerada a partir de uns comentários que acompanhei dentro do Facebook.

Antes, fui verificar no dicionário a definição para “brega”, encontrei: “Característica da pessoa que não possui cortesia; cujos modos são indelicados; cafona: naquela festa só havia gente brega! [...] Particularidade daquilo que é grosseiro, reles, comum”.

O contexto no qual foi desenvolvido um pequeno debate entre colegas bibliotecários ou quase bibliotecários (não consegui identificar) se já são formados ou em fase de conclusão, foi gerado a partir de um troca de opiniões sobre uma foto que compartilhamos com o novo modelo da nossa loja da T-shirts MURAL.


Obviamente as pessoas tem gostos e preferências próprias e não temos a ilusão de agradar a todos. O X da questão não é exatamente os comentários em si, pois repare o seguinte: no Instagram a mesma foto, obteve até agora 670 curtidas, no Facebook da loja teve 44 curtidas e 34 compartilhamentos, e no Facebook do Mural 280 curtidas e 20 compartilhamentos. Dentre os muitos comentários positivos e as centenas de curtidas, um pequeno grupo composto por 2 ou 3 pessoas, não é um número representativo.

O que nos chamou a atenção no ocorrido e nos levou a uma reflexão foi o seguinte: a marca do Mural Interativo do Bibliotecário sempre esteve associada e embasada na paixão que temos pela Biblioteconomia, pois foi assim que fomos criando nossa identidade. Acreditamos firmemente que é importante amar a Biblioteconomia, pois somente uma relação de amor é capaz de mudar positivamente o status quo do bibliotecário frente à sociedade.

O amor não é brega, muito menos um sentimento cafona, ou fora de moda. Em um mundo com tantas possibilidades profissionais e com tantas facilidades de ingresso no mundo acadêmico, ao meu ver, CAFONA e BREGA é continuar na Biblioteconomia não gostando da área, nem valorizando a profissão.
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segunda-feira, 21 de maio de 2018

EM LUGAR ERMO, ANDANDO A ESMO. QUE DÓ!

Por Ana Luiza Chaves

Continuando com o pensamento em planejamento, me ocorreu de fazer esse trocadilho: Em lugar ermo, andando a esmo. 

São palavras parecidas na grafia e na pronúncia que causam confusão com seus significados, até porque ambos denotam de alguma forma algo vazio, sem determinação. Em semântica, talvez um caso de paronímia.

Andando em contexto deserto, no meio do nada, que leva a lugar nenhum. Em lugar desabitado, andando sem direção, com certeza não seria o meio mais concreto e plausível para atingir uma meta. Fazendo a leitura, seria sim, o cúmulo da desorientação e da falta de planejamento. 

Afinal, como chegar a um ponto desejado, se antes não planejado? Mas têm muitos por aí que estão em lugar ermo, andando a esmo. Que dó! 

E você, já parou para pensar nisso? Será que caiu nessa esparrela?
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#otextoénosso #planejamento

segunda-feira, 14 de maio de 2018

“O SEGURO MORREU DE VELHO”

Por Ana Luíza Chaves

O dito popular, “O seguro morreu de velho” significa que pessoas precavidas morrem de velhice e não de acidentes ou de outras causas que antecipem sua morte. Ou ainda, quando uma pessoa está segura sobre uma situação e fica despreocupada, correndo o risco de ser enganada, de errar, de esquecer ou perder algo. Esses podem ser os principais argumentos de venda dos corretores de seguros.

Hoje (14/05) é o Dia Continental do Seguro. A data é comemorada nos continentes americanos e na Espanha, para ressaltar a importância econômica e social deste serviço, conscientizando a população sobre o benefício do seguro, fundamental para garantir a proteção das pessoas, das famílias e dos bens patrimoniais.

E você, já proferiu esse ditado em alguma ocasião em seu trabalho, se referindo às atividades que devem ser executadas, para melhor fluir e garantir a eficácia?

E na biblioteca, seria cabível termos alguma preocupação nesse sentido? Podemos listar algumas situações, que acreditamos serem comuns no dia a dia do bibliotecário:
  • verificar a consistência e firmeza das estantes;
  • verificar a validade dos extintores de incêndio;
  • não deixar que entrem no recinto portanto alimento;
  • não esquecer equipamentos ligados ao final do expediente;
  • ter cuidado para não manusear copo com água junto aos .equipamentos e livros;
  • fazer backup dos arquivos;
  • registrar de imediato os livros novos, recém-chegados da livraria;
  • certificar-se, antecipadamente, sobre o acervo nas visitas do MEC;
  • ter a certeza que as palavras-chaves te darão o retorno necessário;
  • emprestar livros somente mediante assinatura.
Vamos ficar de olho! “O seguro morreu de velho”!



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#OTextoéNosso #DiaContinentaldoSeguro
#SegurançaNoTrabalho#PrevençãoDeAcidentesDeTrabalho

segunda-feira, 7 de maio de 2018

DIA DO SILÊNCIO. PSIU!

Por Ana Luiza Chaves

Silêncio: ausência total ou relativa de sons audíveis. Para quem teve a graça de nascer com o sentido da audição, será possível ter o silêncio total? Impossível, sempre haverá um ruído, um chiado, um rangido, qualquer que seja o som, sons externos de toda sorte, sons internos, aqueles da nossa respiração ou das batidas do nosso coração.

Hoje é o Dia do Silêncio. Ele que já foi tão exigido nas bibliotecas, chegando a ser o elemento principal do estereótipo bibliotecário, com ilustrações tão características, que marcaram por décadas e décadas a nossa figura, foi se perdendo pelos anos. Talvez pela evolução e dinâmica da biblioteca, pela explosão de informações, pela nova forma de comunicação entre as pessoas, pelo novo fazer bibliotecário. 

Se por um lado precisamos ouvir mais, para compreender e atender melhor, por outro lado, o usuário precisa falar mais, para manifestar suas ideias, para apurar o senso crítico, para ser melhor compreendido.

E para onde foi o silêncio, o psiu?

Hoje, nas bibliotecas, já se convive com a sua ausência, é óbvio que dentro dos limites permissíveis e de acordo com os ambientes x atividades, considerando-se o bom senso estabelecido. Uma discussão entre grupos de estudo é mais do que sadia, um comentário entre uma leitura e outra, uma indagação para solucionar uma dúvida, uma troca de ideias. Tudo é permissível.

Mas ele ainda é elemento necessário para a concentração, para o estudo, para a leitura. Há aqueles que só conseguem executar essas atividades no silêncio. E há também momentos em que precisamos estar com o nosso silêncio, para ouvirmos os nossos pensamentos, para sentir a vida, para compreender situações e, quem sabe, ter novas ideias.

A nossa proposta de hoje é a seguinte: fazer barulho por um instante de silêncio, reivindique esse momento, um momento só seu, de paz interior, em homenagem ao Dia do Silêncio.


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#otextoénosso #Diadosilêncio