Acesse <http://www.youtube.com/watch?v=9dlYHeU6imo>
e confira o vídeo na íntegra.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
ENCONTRO COM O RDA: PERSPECTIVAS COM O NOVO CÓDIGO DE CATALOGAÇÃO
Esse será o tema do 21º Encontro Marcado
que acontecerá amanhã (27/10/2015) na página do Mural Interativo do Bibliotecário no Facebook.
Nosso convidado do dia será o bibliotecário FABRÍCIO ASSUMPÇÃO. Venha interagir
conosco nesse encontro!
terça-feira, 21 de julho de 2015
LIVROS NO CÁRCERE: ENTRE A TÉCNICA BIBLIOTECÁRIA E A DEMANDA SOCIAL
por Catia Lindemann
O embate neste assunto centra-se
na dúvida: Será que basta levar obras literárias, catalogá-las e classificá-las
nas estantes, disponibilizando aos apenados para de fato cumprir a missão da
biblioteca/bibliotecário no cárcere? Pois lhes afirmo, por experiência própria,
que é preciso readaptar e reinventar as técnicas bibliotecárias, considerando
sempre que uma biblioteca deve ser moldada para o seu usuário e não o
contrário. A premissa consiste que, no cárcere, lidamos com uma biblioteca
destinada para um usuário diferenciado, onde as regras da prisão ultrapassam as
regras da Biblioteconomia por uma questão de ordem e segurança.
Uma vez trabalhando com livros
dentro da Instituição Penal é que se compreende que a teoria nem sempre consegue
ação dentro da prática bibliotecária, manter uma biblioteca no cárcere é
encarar a Biblioteconomia Social como uma nova realidade. E de que modo o
bibliotecário deve se colocar diante desta realidade? Morigi (2002) cita que:
Não basta apenas
realizar procedimentos técnicos (classificar, catalogar e indexar), estes, sem
dúvida, são muito importantes para a formação do profissional. Entretanto, os
bibliotecários devem ir além destes saberes e atividades técnicas, precisam
buscar elementos teóricos ligados às ciências humanas, que fortaleçam a sua
condição de cidadãos e profissionais.
Portanto, é preciso, ainda, muito
trabalho reflexivo para compreender que a atuação do profissional bibliotecário
vai muito além de somente organizar o acervo desses espaços de leitura. O papel
do bibliotecário vai além da técnica.
Segundo Trindade (2009), as
bibliotecas prisionais desempenham uma função de cunho social de suma
importância dentro do processo de ressocialização do apenado. Faz-se necessário
que este profissional tenha ciência de que não lida apenas com a classificação
de obras, mas, acima de tudo, com a classificação de saberes, fazendo valer o
seu papel de agente de educação e de intermediário da informação.
No cárcere temos de reinventar e
readaptar a Biblioteconomia. Tudo que aprendemos como teoria é contraposto
quando se trata de biblioteca prisional. Olhar aquele espaço e lembrar-se de
“Planejamento de Acervo”, mas lembrar de que lá dentro a priori é a segurança,
a simples distribuição de estantes não pode ser colocada como de regra na “Biblio”,
e sim de modo em que tenhamos a visão do apenado por completo, portanto, nada
de estante na horizontal e sim dispostas na vertical. Ângulo que coloca em
risco as obras, uma vez que o sol bate diretamente nas mesmas, mas que
possibilita visão de tiro em caso de rebelião.
Adotar uma classificação que venha
a ser não apenas entendida pelos apenados, mas acima de tudo compreendida,
cumprindo também as metas eficazes de tempo e organização. Mesmo não sendo uma
biblioteca escolar, se as cores correspondem ao entendimento do usuário
apenado, então que assim seja, pois ele é o objeto direto do espaço de leitura.
E se, ainda assim, ele sentir dificuldades, que seja então ouvido. Exemplo
disso são as cores sugeridas pelos apenados, caso da cor azul clara que,
segundo eles, é a cor do céu, que representa quem já morreu e, portanto,
classificaria as obras de “Chico Xavier”.
Simplesmente alocar estantes num
espaço vazio e nelas concentrar livros não torna o cárcere diferente em nada.
Não basta levar as obras, é preciso torná-las familiares aos apenados,
promovendo a mediação da leitura, debatendo e trazendo de volta preceitos
eruditas de nossa profissão.
O cárcere trata de um
público-alvo com suas especificidades. A biblioteca, enquanto espaço destinado
às obras e à leitura, deve seguir, lógico, a técnica da Biblioteconomia e
colocar em prática tudo o que nos foi ensinado durante a formação, porém a
biblioteca, enquanto ferramenta social destinada ao apenado, não tem como
seguir sozinha sem estar respaldada pelo respeito às regras do cárcere e,
principalmente, respeito à cultura do preso, ou seja, Biblioteconomia Social.
--
Confira maiores
informações em: <http://www.youtube.com/watch?v=JG4tCPQu0U8&feature=youtu.be>. Acesso em: 21 jul. 2015.
REFERÊNCIAS
MORIGI,
Valdir José. O bibliotecário e suas práticas na construção da cidadania. Revista ACB,
Florianópolis, v. 7, n. 2, p. 135-147, jul. 2002. Semestral. Disponível
em: <http://tinyurl.com/o38cly5>.
Acesso em: 20 jul. 2015.
TRINDADE,
L. L. Biblioterapia e as bibliotecas de estabelecimentos prisionais: conceitos,
objetivos e atribuições. 2009. 118 f. Monografia (Bacharelado
em Biblioteconomia) – Departamento de Ciências da Informação e Documentação,
Universidade de Brasília, Brasília, 2009. Disponível em: <http://tinyurl.com/lznceoq>. Acesso em:
20 jul. 2015.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
O DESAFIO DA EXCELÊNCIA NUMA MINI- E MEGA-BIBLIOTECA
por Adriano Silva
-
Por que é que tu conheces e dás-te tão bem com tantas raparigas, se apenas
trabalhas numa Biblioteca? Perguntou-me um amigo, admirado, num autocarro.
-
Se for uma aluna do 1º ano que me pede um livro, eu dou-o e não começa aí
relação nenhuma, respondi eu, mas a situação é diferente a partir do 3º ano,
quando elas começam a fazer trabalhos sobre assuntos diferentes… aí a questão
complica-se…
-
Como? Perguntou inocentemente o meu colega.
-
Para responder a perguntas frequentes faço listagens temáticas, com sumários
feitos por mim, para as ajudar a escolher os artigos a ler; porque ninguém tem
tempo para ler tudo sobre um assunto… Especialmente se tiver vários trabalhos a
fazer…
-
Claro, concordou o meu colega.
-
No ano de estágio as alunas pedem-me as novidades que todas as semanas chegam à
biblioteca. A listagem não chega. Faço todos os anos uma lista que coloco na
parede de assunto – nome da aluna, para não me esquecer de avisar ninguém (a
Difusão Seletiva de Informação é hoje em dia feita por email, mas funcionava
muito bem por boca-a-boca).
Comecei
a trabalhar aos 18 anos como simples técnico de Biblioteca, e no meu ano de
estágio cataloguei todos os livros do Instituto (de Serviço Social). Depois,
para me entreter, comecei a catalogar todos os artigos de revistas e fiz
assuntos apenas dos artigos mais importantes.
Trabalhei
ali 10 anos, e todos os anos havia professores novos ou disciplinas novas.
Logo, todos os anos há assuntos “novos”. Isto implica ser impossível existir
uma “lista universal de assuntos”. Também implica que, para imprimir uma
listagem de um assunto novo, tinha de ter previamente catalogado e resumido
todos os artigos sobre aquele assunto.
Uma
pequena biblioteca pode ser uma grande biblioteca se tiver um bom catálogo, com
assuntos e sumários. A Excelência torna uma pequena biblioteca uma grande
biblioteca.
Há
16 anos que trabalho na Biblioteca Pública Municipal do Porto (BPMP), fundada
em 1833 por D. Pedro, muito amado no Brasil. Porque tem Depósito Legal desde a
sua fundação, temos cerca de 28 km de estantes, sendo talvez a 2ª maior
biblioteca de Portugal.
Uma
mega-biblioteca terá mega-problemas, os quais podem ser aumentados ou reduzidos
pelo uso das novas tecnologias.
Antigamente,
os bibliotecários respondiam aos leitores usando um catálogo manual por
assuntos, ou melhor, por CDU (uma versão da CDD usada no Brasil) e elaborando
catálogos temáticos (um grande bibliotecário era aquele que editava um catálogo
sobre um assunto). Sobre periódicos (jornais e revistas), existiam catálogos
manuais pelo local de edição (a pergunta mais frequente dos leitores é: - Quais
são os jornais da minha terra?) e por CDU/assuntos.
Atualmente,
o catálogo está disponível online. Os registros bibliográficos são importados
da Biblioteca Nacional. Graças a isso, poupam-se recursos, mas… e os assuntos?
Imagem extraída
da galeria de fotos disponível no site da Biblioteca Pública Municipal do
Porto: <http://bmp.cm-porto.pt/bpmp>. Acesso
em: 25 jun. 2015.
No
Serviço de Periódicos sempre se corrigiu a catalogação e a CDU, tendo-se
adicionado o assunto a partir do momento em que o catálogo está online.
Hoje
temos mais de 30 mil títulos de periódicos divididos por distritos e antigas
colónias. Do Porto (é uma biblioteca municipal) temos mais de 1000 jornais já
indexados (e muitos mais há para catalogar no futuro…).
O
que é um bibliotecário? Um produtor de catálogos. Mas já não estamos no tempo
dos catálogos em papel. O leitor, se o quiser, que o imprima. Trabalho, ao
mesmo tempo, todos os dias, em mais de 130 catálogos ou assuntos diferentes. Resultados?
-
“Descoberta” de textos de Camilo Castelo Branco, Raúl Brandão e outros
escritores, em jornais não referidos pelos especialistas;
-
“descoberta” de várias revistas literárias não mencionadas pela obra de
referência e publicação de artigo em revista literária;
-
convite para falar em Universidade sobre periódicos do 25 de Abril;
-
agradecimentos de um especialista em banda desenhada, por ter “descoberto” uma
BD;
-
agradecimentos de genealogistas, por ter “descoberto” colaborações de
familiares deles em jornais;
-
agradecimentos de autores, os quais detestam ver a confusão entre as suas obras
e a de outros autores com o mesmo nome, sejam eles pais, avós, tios ou
desconhecidos.
Sem
uma catalogação cuidada, com atenção aos assuntos, nada disto seria possível!
O mega-problema das mega-bibliotecas é
o tamanho: a multiplicação das “equipas” e dos feudos pessoais. A divisão entre
“front office”, que atende o público e sabe dos problemas, e o “back office”,
que não quer saber dos problemas dos “outros” e muito menos resolvê-los.
Como
é possível ter assuntos em condições se só contacto com os leitores uma vez por
mês? Como ser excelente se não há reclamações ou sugestões dos leitores?
Como
ter Qualidade se superiormente os objetivos são apenas de Quantidade? Como ser
Excelente se o objetivo é um ficheiro a que os leitores não têm acesso, ou
seja, se o objetivo é trabalhar para o boneco?
A
Qualidade é o maior desafio das mega-bibliotecas! Por incrível que pareça, é
mais fácil uma pequena biblioteca ser excelente do que uma mega-biblioteca.
sexta-feira, 6 de março de 2015
E A FORMAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO...? COMO ESTÁ...?
Por Fabíola Maria Pereira Bezerra
É sabido que os códigos de catalogação e classificação no processo de representação da informação são ferramentas de trabalho do bibliotecário. Na universidade, as disciplinas de catalogação e classificação são obrigatórias, pois é no processo de formação do profissional que o mesmo adquire habilidades para manuseio e uso dos códigos.
É sabido que os códigos de catalogação e classificação no processo de representação da informação são ferramentas de trabalho do bibliotecário. Na universidade, as disciplinas de catalogação e classificação são obrigatórias, pois é no processo de formação do profissional que o mesmo adquire habilidades para manuseio e uso dos códigos.
No meu tempo de faculdade, o Curso de Biblioteconomia possuía vários “jogos”
da CDD e da CDU para os alunos, hoje ouvi dizer que estas ferramentas não
existem em uma universidade que fica “logo ali”. Fica então a dúvida: como pode um Curso de Biblioteconomia não possuir
códigos de classificação para os alunos?...Ou será que inventaram algo mais
moderno e eu não estou sabendo?
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
CLASSIFICAÇÃO POR CONTEXTO
Por Fabíola Maria Pereira Bezerra e Francisco Edvander Pires Santos
Fica-nos, portanto, três lições:
Na era em que os sistemas de
classificação encontram-se cada vez mais cadastrados em nossos sistemas de
recuperação da informação (entendam-se também softwares de automação), todo
cuidado é pouco com os termos “isolados”, aqueles que nem sempre são
cadastrados com complemento ou com modificador em nossas bases de dados.
Por conseguinte,
a identificação de um assunto de forma “isolada” poderá resultar numa
recuperação truncada, pois existem termos semelhantes que remetem a contextos
distintos e que podem ser encontrados em diversas classes. Para ilustrar,
lembramos rapidamente de termos como “manga” (fruta e manga de camisa),
“raízes” (parte da planta e no contexto da Sociologia) e “tempo” (no aspecto da
Língua Portuguesa ou da Astronomia), dentre outros exemplos.
Cuidados nesse sentido
podem evitar que livros fiquem completamente “perdidos” no meio das estantes e
em classes que não lhe pertencem. Quando equívocos assim acontecem, é possível,
por exemplo, acontecer de um livro que aborda o assunto “tempo” em Astronomia
(mais especificamente na classe 529 - Cronologia) estar equivocadamente
localizado no meio dos livros classificados como tempo verbal (sob a notação
469.562).
Fica-nos, portanto, três lições:
1. Mesmo que o sistema recupere o
termo exato que você procura, faz-se necessário recorrer ao CONTEXTO no qual
esse termo está inserido, pois um termo “isolado” pode nos conduzir ao
equívoco, e o item classificado corre o risco de “se perder” no acervo em meio
a um assunto não correspondente;
2. Nem sempre colocar em prática
a ideia de que catalogar determinado item trata-se de um trabalho “mecânico”,
já que a classificação nos exige uma análise conceitual e detalhada do item;
3. Por via das dúvidas, sempre
comparar se a notação e o assunto trazidos pelo sistema correspondem àquelas
especificadas na versão impressa do sistema de classificação adotado pela
instituição (seja CDD ou CDU) e sempre verificar se no acervo já consta alguma
obra equivalente à que será catalogada.
Além disso, estar atento aos
sinônimos da língua portuguesa e/ou inglesa também servirá de grande auxílio
para evitar situações como essas e, como consequência, para conduzir em tempo
hábil os nossos usuários às obras requisitadas.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
UMA SINGELA REFLEXÃO...
por Francisco Edvander Pires
Santos
Ao
exercer a arte de catalogar e de classificar, devemos levar em consideração a
necessidade dos usuários de nossas bibliotecas.
Imagine determinado usuário consultando um acervo e que um mesmo assunto de seu interesse esteja “espalhado” em prateleiras distintas e distantes. Não dá! Ou o livro não é encontrado ou o usuário sai da biblioteca insatisfeito. Assim, as linguagens documentárias estão aí para serem adaptadas à realidade de cada biblioteca, tendo em vista que a necessidade de informação do usuário é pontual e imediata, ele sempre tem pressa, “poupe o tempo do leitor”!
Acredito que seja com essa visão (com a visão do usuário) que nós (bibliotecários) devemos exercer essa arte, deixando um pouco de lado a nossa visão particular...
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